terça-feira, 18 de março de 2008

QUE DISCO!



Trataremos hoje do disco mais importante da década passada, e da banca que mais influenciou as gerações futuras.

É verdade, não foi o Rock n' Rio que transformou o Rock em febre, nem muito menos Barão e Paralamas, foi o RPM que gerou a catarze que foi o rock nacional nos anos 80. Se são ou não são os melhores, quem será, a partir de que horas virá o melhor, ou deveríamos criar um ranking tipo da ATP considerando o ano e o acumulado?

Não o Rock não é de melhor ou pior, nem deve ser estudado, muito menos ser ensinado. O que é fato que o quarteto liderado por Paulo Ricardo foi o maior demonstração de fanatismo popular abaixo do equador, desde os Beatles.

É fácil de explicar, as músicas traziam uma linguagem nova, quase inglesa (new wave) para época, o show era dirigido e produzido por Nei Matogrosso, que há tempos era príncipe dos palcos, além de trazer conceitos Hi-teck para espetáculo como luzes trabalhadas e lasers. Portanto o conceito de apresentar apenas as musicas haviam sido largadas para trás, agora se tratava de algo maior que deixavam as platéias atônitas com a fumaça e o jogo de luzes. Quem viveu viu, era simplesmente fantástico.

A banda era muito boa, tinha o competente PA nas baquetas que gerava uma segurança para banda, Schiavon nos teclados trazia as inovações inglesas necessárias ao som, Fernado Deluqui nas guitarras que era explosivo e Paulo Ricardo no baixo e vocal que com suas linhas marcantes cheias de slaps e sua voz rouca formavam o ingrediente fatal desta apresentação ao vivo.

Os hits surgiam a todo o instante e o disco foi quase em suas integralidade um sucesso radiofônico. Acrescente ai, que pela primeira vez a banda trazia a atitude as roupas, que bregas ou não, amontoaram-se às ruas pelos fãs.

O Rock largou o submundo da radio Fluminense e foi para TV e Rádios de todo o país. O disco até hoje é o mais vendido do rock nacional deixando para trás fenômenos como Roberto Carlos e os Sertanejos.

Para quem gostou deixo aquele olhar 43 meio assim de lado, e indicando para que escutem novamente o disco, não as canções apenas, e sim o trabalho cauteloso desse músicos fantásticos.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Dicas internacionais


Como posso esquecer aquela tarde de verão quando meu pai me ligou da loja de CD perguntando se eu queria algum disco, naquela época CD era o supra-sumo da modernidade e uma novidade muito distante da realidade de nossas mesadas, portanto sem pestanejar, falei com ele que queria um disco de um tal de Roger Waters (não sabia soletrar também) que era um show que houve em homenagem a queda do Muro de Berlin.

Olhe, minha ousadia, não conhecia o som, mesmo porque gostava de musica nacional e ponto, mas havia ficado fascinado com as imagens do show que apareceram na televisão e mais ainda com a idéia de um Show ser a representação artística tão perfeita de um fato histórico.

Quando ele chegou em casa descobri que era um disco duplo. foi meu primeiro contato com o rock inglês e foi fascinante. não consigo descrever em palavras a sensação de êxtase que senti com aquela música, foi fascinante. Era diferente de tudo que havia escutado, os jogos de vocais eram marcantes com uma banda de fazer inveja era simplesmente perfeito.

Tamanha perfeição que até hoje é um dos discos que mais escutei, escuto e escutarei, destaca-se algumas versões deste álbum por sublimes apresentações ao vivo feita pelso convidado especiais, destacando-se Cindy Loper em Another Break on the Wall II, Jonny Mitchell em Goodbye Blue Sky, entre outros.

É simplesmente uma obra completa com inicio mio e fim, é a eternização daquele que foi, sem sombra de dúvida, o maior concerto do século passado regido pelo soberano maior do Rock.
Sensação parecida ao daquele fim de tarde, só tive nos dois concertos do Roger Waters que fui, mas te confesso que ainda sonho em poder ir ao show do THE WALL...

O melhor disco



Todo cara que gosta muito de música já se perguntou pelo menos uma vez qual o melhor disco de todos os tempos? será que vale apelar? o melhor é o que você mais escutou ou pode ser outro?sobre essas dúvidas (consultem os universitários) é que venho falar.


A minha decisão é muito simples, o disco que escolhi é dos Engenheiros do Hawaii e chama-se "Gessinger, Licks & Maltz" foi lançado pela BMG em 1992.


As razões são muito simples: (I) O disco foi lançado com a pretensão de ser um disco de Rock progressivo, e traz um discurso muito inspirado sobre a contradição, um tema que me fascina. (II) musicalmente o discos trabalha com conceitos que àquela época eram muito pouco usados e trazendo linhas de baixo e baterias fascinantes além de uma guitarra muito elaborada. (III) foi o disco que mais esteve presente nas minhas horas angustiantes de adolescente. (IV) porque têm todos elementos de um grande disco de Rock, uma balada empolgante, solos de guitarra, músicas mais aceleradas mais calmas, letras polemicas e mal interpretadas, e por ai vai.

A letra que gerou maior polemica foi de chuva de containers que trazia assim "triste vocação a nossa elite burra / se empanturra de biscoito fino / somos todos nordestinos / passageiros clandestinos / dos destinos da nação / triste destino engolir sem mastigar / chuva de containers entertainers no ar / noir" saiu por ai que os caras eram contra o nordeste e por ai vai.

O disco não se resume a isso ai, é uma ótima obra com início meio e fim, num raro lapso de genialidade em uma década quase morta musicalmente.