sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Dicas internacionais


Como posso esquecer aquela tarde de verão quando meu pai me ligou da loja de CD perguntando se eu queria algum disco, naquela época CD era o supra-sumo da modernidade e uma novidade muito distante da realidade de nossas mesadas, portanto sem pestanejar, falei com ele que queria um disco de um tal de Roger Waters (não sabia soletrar também) que era um show que houve em homenagem a queda do Muro de Berlin.

Olhe, minha ousadia, não conhecia o som, mesmo porque gostava de musica nacional e ponto, mas havia ficado fascinado com as imagens do show que apareceram na televisão e mais ainda com a idéia de um Show ser a representação artística tão perfeita de um fato histórico.

Quando ele chegou em casa descobri que era um disco duplo. foi meu primeiro contato com o rock inglês e foi fascinante. não consigo descrever em palavras a sensação de êxtase que senti com aquela música, foi fascinante. Era diferente de tudo que havia escutado, os jogos de vocais eram marcantes com uma banda de fazer inveja era simplesmente perfeito.

Tamanha perfeição que até hoje é um dos discos que mais escutei, escuto e escutarei, destaca-se algumas versões deste álbum por sublimes apresentações ao vivo feita pelso convidado especiais, destacando-se Cindy Loper em Another Break on the Wall II, Jonny Mitchell em Goodbye Blue Sky, entre outros.

É simplesmente uma obra completa com inicio mio e fim, é a eternização daquele que foi, sem sombra de dúvida, o maior concerto do século passado regido pelo soberano maior do Rock.
Sensação parecida ao daquele fim de tarde, só tive nos dois concertos do Roger Waters que fui, mas te confesso que ainda sonho em poder ir ao show do THE WALL...

O melhor disco



Todo cara que gosta muito de música já se perguntou pelo menos uma vez qual o melhor disco de todos os tempos? será que vale apelar? o melhor é o que você mais escutou ou pode ser outro?sobre essas dúvidas (consultem os universitários) é que venho falar.


A minha decisão é muito simples, o disco que escolhi é dos Engenheiros do Hawaii e chama-se "Gessinger, Licks & Maltz" foi lançado pela BMG em 1992.


As razões são muito simples: (I) O disco foi lançado com a pretensão de ser um disco de Rock progressivo, e traz um discurso muito inspirado sobre a contradição, um tema que me fascina. (II) musicalmente o discos trabalha com conceitos que àquela época eram muito pouco usados e trazendo linhas de baixo e baterias fascinantes além de uma guitarra muito elaborada. (III) foi o disco que mais esteve presente nas minhas horas angustiantes de adolescente. (IV) porque têm todos elementos de um grande disco de Rock, uma balada empolgante, solos de guitarra, músicas mais aceleradas mais calmas, letras polemicas e mal interpretadas, e por ai vai.

A letra que gerou maior polemica foi de chuva de containers que trazia assim "triste vocação a nossa elite burra / se empanturra de biscoito fino / somos todos nordestinos / passageiros clandestinos / dos destinos da nação / triste destino engolir sem mastigar / chuva de containers entertainers no ar / noir" saiu por ai que os caras eram contra o nordeste e por ai vai.

O disco não se resume a isso ai, é uma ótima obra com início meio e fim, num raro lapso de genialidade em uma década quase morta musicalmente.